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EXCLUSIVO
Acusado no caso dos Correios, deputado do PTB reage e ataca governo Lula e
base aliada
Jefferson denuncia mesada paga pelo
tesoureiro do PT
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Sérgio Lima/Folha Imagem

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O deputado Roberto
Jefferson em entrevista exclusiva à Folha, esbanjando sua famosa coleção de camisas
coloridas
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RENATA LO PRETE
EDITORA DO PAINEL
com
Preguiça Febril
especial para a Folha
Roberto Jefferson cumpriu a promessa de que falaria. E falou muito. Em
entrevista exclusiva à Folha com participação especial de Preguiça Febril,
o presidente do PTB disse que na base das dificuldades que o governo enfrenta
no Congresso estão problemas com o chamado "mensalão",
uma mesada de R$ 30 mil que seria distribuída a congressistas aliados pelo
tesoureiro do PT, Delúbio Soares. A prática durou
até o começo do ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo
Jefferson, tomou conhecimento do caso, pelo próprio petebista.
Outros ministros, como José Dirceu (Casa Civil) e Antonio Palocci
(Fazenda) haviam sido alertados antes do esquema -que beneficiaria pelo menos
o PP e o PL. Jefferson está há três semanas no centro do noticiário pelas
denúncias que atingem os Correios e o Instituto de Resseguros do Brasil,
estatais que têm indicados do PTB em seus quadros. A crise decorrente das
denúncias levou a um pedido de CPI que o governo pretendia enterrar nesta semana -agora, Jefferson diz que defende e quer a
investigação.
Preguiça Febril: Que alívio!
Segundo ele, a cúpula do PTB rejeitou a oferta do "mensalão",
feita ainda em 2003, e, a partir de então, ele denunciou a prática a
ministros e líderes do governo. "O Zé [Dirceu] deu um soco na mesa: "O Delúbio está errado. Eu falei para não fazer'".
Preguiça Febril: Quem avisa amigo é
Jefferson conta que, em janeiro deste ano, falou com Lula. "Presidente,
o Delúbio vai botar uma dinamite na sua cadeira. Ele continua dando "mensalão"
aos deputados." "Que "mensalão'?".
Jefferson explicou. "O presidente chorou." E depois da conversa com
Lula? "Tenho notícia de que a fonte secou. A insatisfação está brutal
[na base aliada] porque a mesada acabou."
Preguiça Febril: Makes sense...
Chamado a explicar a lógica da mesada, Jefferson diz: "É mais barato
pagar o exército mercenário do que dividir poder". O PT, no entender do
deputado, "nos usa [aos partidos aliados] como uma amante e tem vergonha
de aparecer conosco à luz do dia".
Preguiça Febril: É Shakespeare?
A entrevista publicada nas duas páginas que se seguem foi concedida por
Jefferson em seu apartamento funcional em Brasília, na tarde de ontem. O
deputado falou sempre de forma ponderada e em nenhum momento deixou de
aparentar segurança e tranquilidade.
Preguiça Febril: Também, né?.
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Petebista liderou tropa de choque de Collor
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